segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O TEMPO DIZ

O Tempo diz...

Bem aventurados os que alcançaram a consciência;
sabem que nunca os favoreço.
Sou um instrumento; curto, porém infalível.
Distante de ser um aliado, como muitos julgam,
sou imparcial e, na maioria das vezes, impiedoso.
Não aceito as transferências que os ociosos e covardes me delegam,
E, na tentativa infrutífera de isentarem-se das culpas ou responsabilidades.
Intencionalmente implanto-lhes a necessidade dos reparos quanto as violentas agressões cometidas contra os sublimes propósitos do Universo.
Sou a consciência universal,
integro-me ao todo;
denominam-me tempo…
Não tenho peso, medida, mas desloco-me,
obrigando os letárgicos a movimentarem-se;
No amor ou na dor sugiro a cada um:
Levanta-te e anda.
Nada farei por ti além de oferecer condições para que sejas útil, mas se não aceitas a sugestão, te sentirás sufocado... e, no desespero, então clamarás: Tempo...!
Ah, se eu tivesse tempo...!
Mas, nesse momento, eu, tempo,
longe, muito longe de ti estarei.
Sou um instrumento,
simples instrumento do Universo;
não sou permissivo ou omisso,
Tal como tu…
Sou viajante intemporal,
tenho forma abstrata,
mas, somente na mente dos inconscientes.
Quando dizem:
Entrego ao Tempo,
em verdade os permissivos e omissos estão entregando á necessidade dos reparos a turbulenta consciência…


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Existência ou Essência?
A Luz do bom senso sinaliza-me o caminho a percorrer…
Hesito!
Não sei estabelecer diferenças entre;
as necessidades para uma existência saudável,
e os aprendizados que devo absorver para qualificar a minha “essência”…
Confuso,
Julgo viver em vão,
Recolho-me na incapacidade que me brindo.
Por não saber discernir…,
E, sem me dar tempo para refletir,
Fragmento minha essência,
Condenando-me a viver em vão...
Haverá sempre Luz nas reflexões,
Posso refletir!
Escolher uma existência saudável,
Abrindo a minha essência.


Maria Anita Guedes